segunda-feira, 20 de outubro de 2014

sexta-feira, 17 de outubro de 2014








Conta-se que um político famoso, com ficha invejável de corrupção, sonhou que morreu e quando abriu o olho estava no céu. Ih! Foi uma festa! Ali estavam corruptos de todos os estados do Brasil, agrupados, tristes, num canto, totalmente desajustados, inadaptados, enfadados. Com a chegada do novo colega de trabalho na terra, se animaram.
- Que bom que você chegou!
Disseram em coro.
- Vamos falar com alguém aqui no céu para resolver nosso problema.
 -Como poderemos descansar a alma num ambiente sem disse-me-disse, sem corrupção, sem toma-lá-dá-cá, sem nepotismo, sem tentação ? Como pode alguém ser feliz assim?
   Então os políticos reclamaram e foram orientados a decidir onde gostariam de ficar eternamente. Foram para o plenário e teriam que votar democraticamente num painel, mas foi explicado que ninguém poderia fraudar o resultado. Havia duas opções: CÉU ou INFERNO. Inferno ganhou por unanimidade.
    Os políticos desceram para o inferno se regozijando com o resultado. Ali, o dono do inferno recebeu aquelas almas com espetacular festa: bumba meu boi, forró, samba, carnaval, axé, fofoca pra todo lado, traição, corrupção, fraudes, propinas, fingimento...
 A cada cinco minutos ressoavam no inferno promessas de melhores dias, parecia que tudo ia se transformar num paraíso. Foi uns quinze dias de promessas, propostas, abraços, churrasco, buchada, macarronada, festival de sorvete, chimarrão, mas no décimo sexto dia, começaram a sentir um cheiro de enxofre, gemidos, tristeza, luzes foram se apagando e ninguém conseguia ver nem o companheiro.
A comida e as bebidas acabaram e o sofrimento chegou. Reclamações e dores se instalaram.
     O grupo já não era visível. Reclamar onde? O dono do inferno sumiu, não tinha mais onde buscar solução de nada. Um deles, daqueles políticos que mais pecaram no mundo, conseguiu falar, falar não, gritar:
     - Ei, se alguém está me ouvindo responda, porque fomos felizes nos primeiros dias e agora estamos nessa agonia tão grande.
       E uma voz horripilante esbravejou:
    - Os primeiros dias são reservados para a minha campanha eleitoral, fui eleito, agora começou o meu programa de governo.Rá,rá,rá,rá,rá...

       Ai, que alívio, foi um pesadelo, acordou o político.


                                  (autor desconhecido)

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

segunda-feira, 13 de outubro de 2014




Professor

                                                                                                          Ivone Boechat


Alguém um dia se propôs a trabalhar na construção  de vidas, estudou psicologia, filosofia e as melhores técnicas de comunicação. Passou dias, horas e minutos, observando o comportamento de todas as faixas etárias do ser humano.

Alguém que se percebeu vocacionado e, atendendo aos apelos do coração, inscreveu-se na batalha de frente da luta milenar contra os analfabetismos.
Alguém se especializou nas  oficinas mecânicas do ser humano e candidatou-se a reformar conceitos e valores da educação mal orientada.

Alguém se inscreveu no concurso da vida, não se importando de sacrificar o próprio corpo na concorrência desleal de convênios, convenções, tratados e dissídios.

Alguém se fez alheio às dificuldades, tendo plena certeza delas, e saiu disposto a questionar leis, portarias, resoluções e regimentos. Nos desmaios da sobrevivência, impôs-se.

Alguém foi nomeado, designado, empossado para o exercício do magistério, não se perdeu no labirinto do caminho nem se assustou com o fantasma da exigência impossível. Saiu a procurar o aluno perdido, nas balas perdidas da guerra civil.

Alguém convive com a distância, com a fome, com a injustiça, com a carência e a canseira, contudo, ensina gerações a acreditar no futuro, a ter fé e não se deter.

Para um ser assim tão especial, só um nome poderia identificá-lo: PROFESSOR.
 

http://portaldoprofessor.mec.gov.br/conteudoJornal.html?request_locale=es&idConteudo=514

domingo, 12 de outubro de 2014

sábado, 11 de outubro de 2014