segunda-feira, 1 de setembro de 2014


Dia da pátria
                    Ivone Boechat
Brasil, seus filhos hoje aqui estão, de mãos dadas, vibrantes, com toda a força que a união encerra, nessa mistura de raças, nessa grandeza de pensamentos.
Meu Brasil, é preciso traçar seu perfil nos versos do poeta brasileiro, rimar sua beleza, cantar seu ritmo, sonhar ao som de suas maravilhosas cascatas: viver, um só ideal, uma só bandeira, uma só canção de liberdade.
A natureza buscou todas as flores ao orvalho das auroras e transformou neste jardim; tapete verdejante destas lindas terras. Nesta apoteose de cores, cantamos em uníssono o seu hino, numa demonstração de fé, de contemplação e de paz. Estamos conscientes da importância inaudita da integração de forças.
Brasil, somos gente que aprendeu a amá-lo e nossa alegria é imensa por vê-lo caminhando em busca de nobres ideais, novas diretrizes, com a mais profunda vontade de acertar.
Nas páginas eternas de sua história, Brasil, brilha, ainda hoje, a auréola resplandecente dos heróis, comemorando vitórias, conquistas, destemor.
Brasil das colinas verdejantes, do Cruzeiro do Sul, das jangadas, do Amazonas.
Brasil das vitórias-régias, do manancial de cores, das manhãs radiosas, em constante primavera. Pátria, o coração bate ao compasso do entusiasmo do seu povo herói.
Terra de Santa Cruz, imensa cruz, sobre a qual reclinamos a cabeça, como num altar, em prece fervorosa, numa constante ação de graças.
É preciso contar que este chão não é uma dádiva do céu, somente. É o resultado de muitas vidas que se doaram em renúncia: vidas que não morreram - transformaram-se em exemplo de vida.

Nossa saudação é dos que sabem sorrir, é dos que sabem amar, é dos que sabem ficar e jamais se negam de partir, se preciso for.






A felicidade de qualquer nação depende, fundamentalmente, do reconhecimento da soberania de Deus e a influência que Ele passa a exercer sobre as pessoas, sobre as famílias e todas as instituições. Quando se buscam deuses falsos ou quando não se cultua a nenhum deus, quando a Palavra de Deus e as suas Leis não têm lugar de adoração e destaque na vida da sociedade, ela perece entregue aos vícios, à depressão, à infelicidade.Uma nação se constrói no alicerce da fé. Cada cidadão bem orientado, com uma base sólida de educação, vai ajoelhar-se, aos pés de Cristo, buscando a comunhão com Deus. Porque “Os céus manifestam a glória de Deus, e o firmamento anuncia a obra de suas mãos” Sl 19:1. Ninguém é insensível à majestade divina, quando lhe apontam para a grandeza do Seu poder.
Feliz é a nação que “instrui ao menino no caminho em que deve andar” Pv 22:6.
Feliz é a nação, onde a juventude “Lembra-se do Seu criador nos dias da sua mocidade. Ec.12:1.
Feliz é a nação, onde os “príncipes ensinam aos anciãos a sabedoria…” Sl 105:22.
Feliz é a nação que atende aos profetas de Deus, pois suas palavras são “…como uma candeia que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça e a estrela da alva surja em vossos corações” II Pe 1:19.
Feliz é o cidadão que reclina sua fronte nas sagradas escrituras, porque “seca-se a erva e murcha a flor, mas a palavra de nosso Deus subsiste eternamente” Is 40:8.
Feliz é o homem que “anda pelo caminho da retidão, no meio das veredas da justiça” Pv.8:20.
A humanidade clama pela presença do Deus vivo, fiel, justo, capaz de transformar as tristezas desta civilização decadente numa geração eleita, confiante.
Cada família pode se apresentar como agência do bem, responsável por seus filhos, vigilantes da paz.
O homem foi criado para viver feliz, serenamente, entre as flores do imenso jardim do Universo – único verso divino, ritmado na cadência de vozes angelicais e nas bênçãos que o Pai das luzes derrama sobre seus filhos.
Feliz é a nação que se esforça para caminhar debaixo da potente mão do Senhor e reconhecer que, desde a antiguidade, “O povo que andava em trevas viu uma grande luz; e sobre os que habitavam na terra de profunda escuridão resplandeceu a luz”. Is 9:2.

domingo, 31 de agosto de 2014





A Pátria

          Ivone Boechat

                                 
A pátria não é o imenso território,
nem o ofertório de flores
que a Natureza deposita diariamente
aos pés do Senhor;
não são os rios escandalosamente grandes e lindos
que saem por aí dando show de beleza e esplendor;
nem tampouco as  montanhas e vales nada tímidos
que se escancaram de amor e
se declaram publicamente, sem pudor!
A Pátria tem o suave perfume
do auriverde pendão da minha terra,
estandarte,
cantado em prosa e verso, abençoado, consagrado
e beijado por milhões de brasileiros...
Minha Pátria parece uma menina
 sem juízo: cresceu, apareceu, brilhou e
se esqueceu de se vestir com a grandeza
das potências do primeiro mundo...
Às vezes, sai de sapato nada alto,
enrolada num manto bordado de democracia,
gritando feito louca,
sacudindo os chocalhos da dominação...
com essa cara de  viciada no berço esplendido,
essa menina-Pátria sabe plantar, colher
e comer sozinha, já é adulta, contudo,
não perdeu ainda a mania de ganhar comida na boca.
A Pátria é a força do povo delicado e gentil, hospitaleiro e forte
que se doa até à morte pelo Brasil.


sexta-feira, 29 de agosto de 2014








SOS educação 
                                                   Ivone Boechat
      Somente a educação tem as ferramentas para socorrer, salvar e preservar a cultura brasileira. Aqueles que adotaram a violência como estilo de vida (vida?), estão forçando o povo a parafrasear belas obras do cancioneiro popular e sussurrar: Se esta rua, se esta rua fosse minha, eu mandava, eu mandava gradear... Ou ao invés de declamar lindas poesias de autores fantásticos, reclamar: Vou-me embora da Pasárgada, aqui tenho medo de tudo e do rei...
Sou daqueles educadores que acreditam na recuperação do que se desprezou da riqueza da literatura, do acervo folclórico, da MPB, das brincadeiras de roda... Creio que as bandas de música, os desfiles cívicos escolares, os conjuntos corais, os festivais de música, a poesia, as trovas, voltarão a florescer nos canteiros do sonho infanto-juvenil, fazendo coro com pessoas de todas as idades. Gostar de tudo isto não é romantismo nem saudosismo, é civismo, cultura. Claro, se a educação abandonar a praça da cidade, ela será tomada pelo lixo social. Creio que se pode reciclar o homem.
Antigamente, a criançada cantava nas escolas públicas e, particulares... Com o encolhimento da verba para a educação, com a ausência de políticas públicas, com o recuo da proposta pedagógica pela mudança do foco de um número preocupante de Escolas, com a desvalorização do professor, a sociedade tem motivos para chorar em todos níveis e graus. Chora-se em nível inferior e superior. Para falar a verdade, chorar também saiu de moda. As fábricas de lenço faliram, não por falta de motivo para lágrimas, não! Equívocos educacionais podem robotizar o ser humano, cujas emoções estão sob pressão máxima!
O foco da educação indica a importância que se dá a ela. Não adianta ensinar à criança o valor de X se ela não sabe o valor dela!
Por onde começar?  Por favor, quem tem esse poder, corra e salve os currículos das Faculdades de Pedagogia. Eles estão resmungando coisas do século 19. Oxalá que os fazedores de proposta pedagógica acertem o passo e dancem de acordo com a música, de autoria da sociedade pós-moderna, em parceria com os pais. Eles estão desafinados e correm sérios riscos de paralisia senil. Há professores confundindo tristeza com melancolia.
Por onde começar? Por favor, acordem políticos do último porre a tempo de votarem uma lei de respeito à verba que seria destinada à educação. Ao menor delírio, não cometem o benefício de cortarem o próprio pescoço, mas a exemplo dos faraós mandam cortar o pescoço dos estudantes de sete anos para baixo e pra cima também. Analfabetos funcionais estão sendo empurrados para as sarjetas, por carência de alfabetizadores para múltiplos analfabetismos.

Por onde começar? Por nós que somos personagens do filme pornográfico político, proibido para maiores de duzentos anos, já rasgado de tanto rodar a mesma coisa: mesmas promessas, mesmas caras, mesmos escândalos e... mesma acomodação. 

sexta-feira, 22 de agosto de 2014


A sustentabilidade humana
 Ivone Boechat


O homem busca, em desespero, mas antes tarde do que nunca, a preservação do que sobrou neste Planeta. Não é impossível, até porque atitudes simples têm o poder de mudar o rumo de coisas importantes. Mas eis o impasse: por que não se começa a educar para o equilíbrio da ecologia humana? Quanto custa o esforço por um abraço, um sorriso, pela manifestação de afeto, pela demonstração do perdão?
A Escola gasta quase todo o tempo destinado a ela resolvendo equações de primeiro e segundo graus e a criança vive refém dos deveres de casa. Professores desesperados ensinam anos e anos a encontrar o valor de X e o jovem sai, na maioria das vezes, sem encontrar o valor dele mesmo. Dirão muitos que a concorrência exige tudo isso na preparação para a corrida desenfreada ao mercado de trabalho: passar nos concursos, nos vestibulares e arranjar emprego, porque geralmente só passa quem sabe mais equação e rebincoca da parafuseta.
A educação tem os recursos pedagógicos para orientar a humanidade, ajudando a transformar conceitos em atitudes. É possível mudar comportamentos. Quem falhou? Ao invés de se ensinar só teorias, conteúdos, doutrinas, por que não se ensinam valores? Fé, amor, paz, união, misericórdia, fraternidade, solidariedade, preservação? Ensinar ao homem a ser bom é também um grande desafio à educação. Todas as guerras do Planeta têm origem nas doutrinas.
Quando o homem reflorestar as ideias, podar os galhos secos da ira, regar suas raízes no manancial da fé, vai colher os frutos de um mundo oxigenado de amor. O homem equilibrado vai equilibrar o Planeta!

terça-feira, 19 de agosto de 2014

domingo, 17 de agosto de 2014


Inveja

Ivone Boechat








    Foi por inveja que a primeira família que se tem notícia foi parar na manchete policial do Éden. É um poderoso vírus que desarmoniza o cérebro e o homem pode perder o rumo de sua história, se não aprender a usar, desde muito cedo, o antivírus da educação. Na coleção de ensinamentos do livro da sabedoria, em Provérbios 14:30, há uma advertência: “O sentimento sadio é vida para o corpo, mas a inveja é podridão para os ossos”. Os ossos do invejoso não são resistentes. O invejoso não pára em pé, tropeça o tempo todo no sucesso dos outros!
Segundo o dicionário Aurélio, “A inveja é o desgosto ou pesar pelo bem ou felicidade de outrem. Desejo violento de possuir o bem alheio”.
Como educar para administrar a inveja? A inveja atua no ramo das paixões. As paixões desnorteiam. Segundo Crabb “O ciúme teme perder o que possui; a inveja sofre ao ver o outro possuir o que quer para si”. a psicanalista austríaca Melanie Klein (1882-1960) diz que “As origens da inveja derivam da agressão constitucional”. O ser humano traz no seu kit de sobrevivência fatores de enfraquecimento da self. São os chamados pontos fracos. É preciso aprender a administrá-los. Klein diferenciou inveja, ganância e ciúme como manifestações do instinto agressivo.
A ciência descobriu que há um lugar no cérebro onde atua a inveja. Pela primeira vez uma pesquisa científica mostrou onde ela e o shadenfreude – palavra alemã que dá nome ao sentimento de prazer que o invejoso experimenta ao presenciar o infortúnio do invejado – são processados na mente humana.
Então, quanto mais cedo se educar, melhores poderão ser os resultados. A criança chega à escola, quase um bebê, e ai da humanidade que não tem uma escola que educa: aquela que só ensina a procurar o valor de X. As músicas, as histórias e as atividades lúdicas abrem espaço para aulas admiráveis sobre a arte de viver. É só planejar. Mãos à obra!
     
A inveja provoca a cegueira e desperta a ganância. Conta-se que um dia a inveja e a ganância passeavam de mãos dadas. De repente, tropeçaram numa lâmpada maravilhosa e de lá saiu um gênio. Ele foi logo perguntando:
- Quem são vocês?
A inveja bateu no peito e disse:
- Sou a inveja. Estou caminhando com minha amiga ganância.
E o gênio pergunta?
- Quem é a mais velha, você ou a ganância?
- Eu, disse a inveja, eu nasci primeiro.
E o gênio virou-se para a inveja e disse:
- Você pode pedir tudo o que você quiser. Entendeu? Tudo. Só que eu darei em dobro para a ganância aquilo que você pedir.
A inveja pensou, pensou, pensou e disse: - Fura um olho meu.
Muita gente perde ótimas oportunidades pela vida afora, porque ficou o tempo todo contabilizando o que o outro tem. Fica imaginando um jeito de prejudicar, explorar, de tomar, de se comparar.
O invejoso não é só invejoso! É fingido também.
Para não despertar tanta inveja nos outros, evite contar suas vitórias retumbantes, conte suas lutas diárias! O invejoso ficará mais aliviado com suas dores na sobrevivência. Há um ditado popular que diz: "Não grite sua felicidade tão alto, a inveja tem sono leve.”
Não dê relatório do seu patrimônio financeiro nem cultural, seja simples. Inveja de rico talvez seja pior do que inveja de pobre. O rico finge que não viu e sofre, porque você conseguiu o seu charme. Aí começa a esnobar, contar vantagem. Fantasia-se para o carnaval social e vai cheio de brilhos e paetês na comissão de frente! O pobre não disfarça, vê e sofre, empina o nariz, cultiva complexos. Ambos perturbam, desgastam, estressam.
Comece agora mesmo um novo jeito de viver! Nunca compare o que você tem hoje com o que o outro tem. Compare o que você tem hoje com o que você não tinha ontem.
Nunca olhe para as conquistas alheias e se esqueça das suas. Nunca finja que não viu os talentos, dons e virtudes do outro. Comece agora a treinar para elogiar o próximo vitorioso. Planeje sua vida para melhorar, pelo menos, 1% todo dia!
Tire a lupa de cima dos defeitos e erros do seu vizinho, do amigo, do colega de trabalho. Faça um balanço diário, com  avaliação de suas atitudes por onde você caminha e influencia.